Friday, September 4, 2020
A Baleia Azul Jubarte
Eu abro os olhos e vejo o céu azul claro. O vento sopra forte em minha face. Escuto o som de ondas quebrando em uma parede. Olho para o chão e reconheço a grande rocha tomada de corais pontiagudos. Estou segura com meu all-star vermelho. Caminho até a ponta da rocha para ver o mar. Me sento na beirada e observo as ondas explodirem em contato com a rocha. Sinto o cheiro de sal no ar e as gotículas do mar borrifando meu rosto. Permito que o vento sopre meus cabelos.
Me levanto e começo a descer a rocha pela escadinha disforme feita pela natureza. Caminho pela encosta até encontrar um lugar mais calmo para pular no mar. Entro na água de roupa e tênis e deixo as ondas leves me carregarem para longe, onde vivem outros seres. Observo o céu mudar de cor. Do azul celeste para o rosa despontando no horizonte. Do rosa para o laranja do por do Sol, até o arroxeado trazendo a noite e o escuro estrelado. Aprecio o som da água batendo em meu ouvido enquanto relaxo.
Permito que me corpo desça até as profundezas, mas paro em pé em certo ponto. Eu não tenho necessidade de respirar. Esse conceito não existe lá embaixo. A água está numa temperatura agradável, nada parecido com o frio costumeiro do fundo do mar. A sensação é de total conforto. Consigo enxergar pouco a meu redor, e então escuto os incríveis sons da grande baleia Azul-Jubarte que só existe nesse mundo imaginário. Ela nada em camera lenta em minha direção. Vai passar muito perto, me permitindo esticar a mão e tocá-la. Ela tem o tamanho de uma baleia Azul mas as características da Jubarte com nódulos ao redor do maxilar e nas nadadeiras. Ela se demora a passar por mim e o seu canto agora vibra em intensidade. Parece me tirar do lugar.
Esse momento é o por quê de toda essa jornada. O vínculo que tenho com a Jubarte me deixa em perfeito estado de relaxamento.
Enfim posso dormir.
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