Tuesday, July 14, 2020
Ayumi
Eu sonhava com ela a tempos. Sonhava acordada. Naqueles seios sem sutiã. Naqueles pelos dos braços, ouriçados. Naquela pinta no pescoço, linda, só dava pra ver quando ela debruçava na mesa, e o rabo de cavalo caía pro lado. E as vezes me parece, que ela faz questão que eu veja…aquela calcinha branquinha, de menininha. Deve ter um ursinho desenhado na frente, quer apostar? Eu quero! Aqueles olhos lindos e castanhos. O redondo puxado…lindo. Aquelas sobrancelhas grossas. A boca….ai….a boca!
Pensava em como seria estar com ela. O que eu faria? O que ela diria, antes?
Todos os dias…Eu a via. A cheirava. A tocava. A queria. Mas não a tinha.
Ayumi, de certa forma, é meu sonho de consumo.
Subi as escadas, e estranhei o silencio. Nada de ventilador, impressora, computador. Só ouvia o zunido de uma T.V. ligada, mas com o som no mudo. Não vi ninguém. Entrei na minha sala e me sentei em frente ao computador. Já estava com o dedo no power quando…
Slam! Ayumi bate a porta atrás dela. Apenas me olha por alguns segundos. Se vira e tranca a porta. Eu virei a cadeira na direção dela, mas não levantei. Apenas a encarei com desdém. Em contra-ponto ao tesão absurdo e latente que eu sentia por ela, vinha a irritação quando ela dava as broncas costumeiras de segunda-feira.
Ela dá dois passos em minha direção.
- Eu vim aqui te dizer uma coisa – disse ela, com a cara séria que eu já conhecia – Levanta!
Lá vem bomba, pensei. Mas não tinha jeito, levantei bufando e parei bem em frente a ela, que agora me olhava nos olhos.
- Pronto. Pode falar.
E foi então que ela me puxou pela nuca, me abraçou pela cintura, e me beijou forte. Agi por instinto, claro. A abracei também, e devolvi o beijo. Ela me encostou na parede, continuou a me beijar, só que dessa vez consegui sentir o corpo dela, agarrado ao meu…quente. Ela me pressionava contra a parede, e eu puxava ela contra o meu peito. De repente, ela parou de me beijar, se afastou, limpou a boca olhando nos meus olhos com desejo.
- Era isso que eu tinha pra falar pra você.
Abriu a porta e foi embora. Fiquei ali, olhando ela sair ofegante. Sorrindo.
Acordei…
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