Sunday, July 19, 2020

Helena

Em uma festa típica na cidade, o povo dançava ao som de guitarras acústicas e a cantoria dos ciganos. Igor encosta atrás de Helena e a provoca, se oferece, roçando seu corpo no dela.
Ela ri, quase a gargalhar, com um toque a excitar, gemendo e suspirando.
Ela se vira para ele ainda dançando sensualmente e sorrindo.
- Estou grávida.
Ele congela, fica pálido, se apoia no ombro dela, sentindo o suor frio começando a brotar e os joelhos a falhar. Engole a seco.
- De quem é?
Ela solta uma gargalhada sincera e se vira de costas ignorando-o. Ele a agarra pelo braço e range os dentes perto do ouvido dela.
- Puta! De quem é esse filho?
Ela se vira séria, o encara nos olhos e responde com categoria.
- Meu!!
E sai apressada, segurando o saiote nas mãos, sem deixar que ele veja o sorriso irônico que permanecia em sua boca. Segue em direção à uma propriedade bem conhecida pela cidade.
Igor ficou sem reação por alguns segundos, e então, foi atrás de Helena.
A achou na parte de trás de uma da casa dos amantes. Era assim apelidada a casa abandonada usado por casais desesperados.
- Helena! - ele a olha nos olhos seriamente. - Esse filho é meu, não é?
Ela permanece em silêncio. Apenas sorrindo.
- Responda maldita! - ele se altera novamente.
Helena dá um passo em direção a ele, o encara orgulhosa, e responde.
- Esse filho...é meu e de meu marido!
Igor se revolta e num impulso bate na cara de Helena, e logo em seguida a segura pela roupa, com os punhos bem apertados.
- Vadia! Mentirosa! Como pôde fazer uma coisa dessas comigo? Só pode estar mentindo! Como pôde manter relações com aquele cretino? Como pôde misturar o suor dele com o meu?
- Deixe-me! - ela responde esnobe, e se diverte com o nervosismo dele - Vá procurar outra mulher...já disse! Esse filho pertence a mim e meu marido.
Ele cospe no rosto dela.
Helena agora encara Igor de baixo para cima, mostrando raiva. Ele logo se arrepende e passa a mão no rosto dela, limpando-a, e em seguida beija seus lábios, ela não retribui. Apenas o encara com o olhar decadente. Desesperado, a encosta na parede e começa a chorar ainda a beijando. Helena o pega pelas mãos o leva até os fundos, se deita dando sorrindo maliciosamente, de pernas abertas e apoiada nos cotovelos. Igor, entorpecido pelo momento, arranca a camisa com violência e se deita em cima de Helena, desabotoando a calça.
Ainda com o rosto molhado, ele a olha nos olhos.
- Diga que me ama.
Helena se inclina até Igor, o beija suavemente os lábios. Ele fecha os olhos, enquanto ela lambe o rosto dele até chegar ao ouvido e sussurra.
- Não.
Ele se esquiva, nervoso, ela o enlaça com as pernas, mordendo o lábio inferior, ele sem forças cai novamente em cima dela, e ela geme...

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